Apresentação
O campo Contraponto nasceu da confluência de militantes do movimento estudantil que, em sua grande parte, organizavam-se no campo Kizomba. Por uma avaliação de que a Kizomba não mais atendia aos desafios colocados para o movimento estudantil e por diferenças na avaliação conjuntural do momento (meados de 2003), decidir formar um campo que disputasse a conjuntura e o movimento estudantil brasileiro.
Neste campo, apresentamos propostas mais claras e combativas, o que para nós foi de extremo acerto, avaliando as diferenças que hoje nos afastam da nova Kizomba, como a avaliação do atual governo e as formulações e disposição de luta contra essa Reforma Universitária.
Lutar na defesa de um movimento estudantil democrático e de lutas, estar ao lado dos movimentos sociais, defender a Universidade pública e gratuita, disputar a UNE para que essa entidade seja autônoma e combativa, estes foram alguns dos pontos que deram e dão sentido à existência deste campo.
Acreditamos e defendemos que o movimento estudantil insere-se na lógica dos movimentos sociais, e é portanto, um instrumento estratégico na luta por uma nova sociedade, igualitária, democrática, livre das opressões e preconceitos que fazem da nossa vida uma mercadoria.
Estamos ao lado daqueles e daquelas que não se entregam à lógica neoliberal, que faz do Brasil e do mundo desiguais e injustos.
Entendemos que nossa opção é de classe, e não simplesmente de movimento; queremos extrapolar os muros da universidade, discutir e propor um novo mundo. Para isso, a defesa de um movimento estudantil democrático, plural e combativo se faz necessária.
Não tem novidade: nossos sonhos são mesmo os mais velhos da humanidade. Queremos uma vida melhor! Podemos, aliás, devemos resistir e trilhar os caminhos da beleza, da esperança e do ideal. Ousar não se entregar, seguir fazendo o Contraponto necessário à esta sociedade de explorad@s e de explorador@s.

